sábado, 14 de agosto de 2010

não seja cega.

(...) Olhou bem aquela cena, sabia que não fazia bem a ela mesma, mas quis olhar pra ter certeza do que estava vendo. Então correu, não enxergava tão bem, tudo estava embaçado, seus olhos estavam cheio de lágrimas, ela chorava e corria pra sair daquele local. Pra onde iria ? Não havia um lugar em especifico, ela apenas queria sumir daquele local, queria sumir da vista dele. De tanto que correu não sabia aonde estava, foi quando percebeu que havia parado próximo a casa daquele que sempre esteve ao seu lado. Ela não imaginara que correria até lá. Chorando tocou a campainha, a porta se abriu, sua unica reação foi abraça-lo. Ele não entendia o que acontecera, mas não recusaria confortar aquela que tanto amava. Levou-a até a sala, tentando imaginar o que havia ocorrido, mas ela não conseguia explicar, apenas chorava. Ele não insistiu, apenas reconfortou-a.
Viu que sua pequena havia adormecido, nunca deixaria ela dormir naquele sofá, a pôs na cama e foi dormir na sala. Acordou com um grito assustador, pensou logo na sua pequena e foi correndo ao quarto encontrando-a em prantos, sem perguntar o que acontecera somente a abraçou, sem perceber as palavras saíram de sua boca como uma bala: não chores minha pequena eu estarei sempre ao seu lado, eu te amo querida...

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